Incidência Temática das Provas (2022-2025)
Total de Provas Analisadas
4 Anos
Período de 2022 a 2025
Questões Mapeadas
397 itens
Média de ~100 questões/ano
Tema Mais Recorrente (Média)
N. Básica & Aval.
29,2% das questões da prova
Maior Alta de Tendência
N. Clínica
Crescimento de +500% desde 2022
Acompanhe como a incidência de cada tema evoluiu ao longo dos últimos 4 anos de prova.
Escolha um ano e **clique em um tema na lista abaixo** para expandir e ver de forma detalhada o que foi cobrado na prova.
Nutroschool | Prova de Título TEN 2022
Análise Estratégica
Um guia para você entender o raciocínio da banca, organizar suas prioridades e estudar de forma mais inteligente.
Eu não quero que você apenas resolva a prova de 2022. Quero que você aprenda a enxergar a arquitetura por trás dela: o que a banca priorizou, como construiu as alternativas, onde colocou as armadilhas e quais conhecimentos você precisa transformar em domínio real para chegar mais preparado à prova de título.
Quando você abre uma prova antiga, a tendência natural é ir diretamente para as questões, marcar uma alternativa e conferir o gabarito. Isso é útil, mas é pouco. Se você fizer apenas isso, estará usando uma prova antiga como um banco de questões comum. O meu objetivo aqui é diferente: eu quero ensinar você a utilizar a prova de 2022 como um mapa da banca.
Ao longo deste capítulo, eu vou conversar diretamente com você sobre a lógica da prova. Vou mostrar quais áreas ocuparam mais espaço, quais tipos de raciocínio foram mais exigidos, como as alternativas erradas foram construídas e de que maneira você deve transformar essas informações em um plano de estudo.
Quero que você mantenha uma ideia em mente desde o início: a prova não avalia somente se você já ouviu falar de determinado assunto. Ela avalia se você consegue distinguir conceitos semelhantes, interpretar um caso clínico, reconhecer a melhor conduta, lembrar um ponto de corte e evitar extrapolar o que a evidência realmente permite afirmar.
"Resolver a prova é importante. Entender por que ela foi construída dessa forma é o que muda a qualidade da sua preparação."
O documento analisado é uma edição comentada e organizada por capítulos. Ele não deve ser confundido automaticamente com o caderno bruto entregue ao candidato no dia da prova. A organização temática, os comentários, as dicas e parte da apresentação são editoriais.
Por isso, esta análise é extremamente útil para compreender a frequência dos temas, o estilo dos enunciados, os conhecimentos cobrados e o perfil dos distratores. Entretanto, eu não utilizaria este material isoladamente para afirmar duração oficial, nota de corte, ordem original das questões ou distribuição administrativa de pontos.
Use os números e os blocos como uma radiografia do conteúdo cobrado. Não trate a ordem editorial dos capítulos como prova de que as questões apareceram exatamente nessa sequência no dia do exame.
Quando eu observo a prova como um todo, a conclusão mais importante é muito clara: a TEN 2022 não foi predominantemente uma prova de obesidade. Ela foi, acima de tudo, uma prova de Nutrologia clínica, avaliação nutricional, dietoterapia e terapia nutricional hospitalar.
Esse ponto precisa ser enfatizado porque muitos candidatos trabalham diariamente com emagrecimento, síndrome metabólica, diabetes e uso de medicamentos antiobesidade. Naturalmente, eles tendem a estudar aquilo que mais veem no consultório. O problema é que a distribuição da prova mostra uma especialidade muito mais ampla.
Se a sua preparação estiver concentrada quase exclusivamente em obesidade, canetas, dieta, diabetes e cirurgia bariátrica, você estará bem preparado para uma parte relevante da prova, mas não para a maior parte dela.
| Bloco temático | Questões | Quantidade | Percentual |
|---|---|---|---|
| Nutrologia básica | 1 a 16 | 16 | 16,5% |
| Avaliação nutricional, gasto energético e dietoterapia | 17 a 38 | 22 | 22,7% |
| Terapia enteral, parenteral e Nutrologia hospitalar | 39 a 70 | 32 | 33,0% |
| Obesidade e cirurgia bariátrica | 71 a 79 | 9 | 9,3% |
| Transtornos alimentares | 80 a 82 | 3 | 3,1% |
| Diabetes e dislipidemia | 83 a 87 | 5 | 5,2% |
| Nutrologia na gestação | 88 a 89 | 2 | 2,1% |
| Nutrologia esportiva | 90 a 95 | 6 | 6,2% |
| Nutrologia no idoso | 96 a 97 | 2 | 2,1% |
| TOTAL | - | 97 | 100% |
Somando avaliação nutricional, gasto energético, dietoterapia e terapia nutricional clínica e hospitalar, chegamos a 54 questões. Isso corresponde a aproximadamente 55,7% do conjunto analisado.
Antes mesmo de começar o bloco de obesidade, o material já havia percorrido 70 das 97 questões. Em outras palavras, cerca de 72% da prova estava concentrada em Nutrologia básica, avaliação, dietoterapia e suporte nutricional antes de entrar no tema que muitos candidatos consideram o centro da especialidade.
"A maior oportunidade de ganho não está em estudar ainda mais o tema que você já domina no consultório. Está em corrigir a desproporção entre o que você pratica e o que a banca cobra."
A banca parece esperar que o candidato reconheça o nutrólogo como o médico capaz de avaliar, diagnosticar e tratar alterações nutricionais em diferentes cenários. Isso inclui o ambulatório, mas também inclui enfermaria, terapia intensiva, oncologia, nefrologia, hepatologia, gastroenterologia, gestação, esporte e envelhecimento.
Conhecer o conteúdo é indispensável, mas existe uma segunda camada de preparação: conhecer o formato em que o conteúdo aparece. A prova de 2022 utiliza predominantemente questões de múltipla escolha com cinco alternativas, geralmente de A a E. Porém, dentro desse formato aparentemente simples, a banca utiliza diferentes arquiteturas cognitivas.
Identifiquei cerca de 39 questões claramente estruturadas como casos clínicos, o que representa aproximadamente 40% da prova. Em várias outras questões, mesmo sem uma história longa, a decisão exigida continua sendo clínica.
Isso significa que você não pode estudar apenas por definições soltas. Você precisa aprender a reconhecer pistas: idade, doença de base, tempo de evolução, uso de medicamentos, cirurgia prévia, ingestão alimentar, sinais físicos, exames laboratoriais e situação hemodinâmica.
Antes de olhar as alternativas, resuma mentalmente o caso em uma frase: “Quem é o paciente, qual é o problema nutricional central e qual decisão a questão está pedindo?”. Essa frase reduz a chance de você ser atraído por uma alternativa verdadeira, mas irrelevante.
Há pelo menos oito questões formuladas com palavras como “exceto”, “incorreta”, “errada”, “não aprovado” ou “menos provável”. Isso corresponde a aproximadamente 8% da prova. Parece pouco, mas é suficiente para comprometer vários pontos de um candidato bem preparado que lê com pressa.
Nas questões em que quatro afirmações precisam ser classificadas, você não deve tentar reconhecer visualmente a sequência. Julgue cada afirmação separadamente e anote V ou F antes de olhar as opções. Isso evita que o desenho das alternativas influencie seu raciocínio.
A prova também testa se você diferencia coexistência, associação e causalidade. Uma alteração da microbiota pode coexistir com perda muscular no envelhecimento, mas isso não significa que uma relação causal esteja completamente demonstrada. A banca usa esse tipo de construção para avaliar maturidade científica.
| Letra | Quantidade | Percentual |
|---|---|---|
| A | 24 | 24,7% |
| B | 16 | 16,5% |
| C | 19 | 19,6% |
| D | 19 | 19,6% |
| E | 19 | 19,6% |
Não existe uma estratégia segura baseada na frequência das letras. A alternativa A apareceu um pouco mais, mas a diferença não justifica qualquer tentativa de “equilibrar” o cartão-resposta. Nunca troque uma resposta sustentada por raciocínio porque você acha que marcou muitas letras iguais.
Quando você aprender a reconhecer o modelo da questão, a resolução se torna mais organizada. Na prova de 2022, eu identifico seis padrões principais.
São questões sobre conceitos como simbiótico, probiótico, oligossacarídeo, sistema ATP-fosfocreatina, automonitoramento e RED-S. Elas parecem simples, mas as alternativas geralmente trazem termos muito próximos.
Construa definições em uma frase curta, contendo os elementos indispensáveis. Depois compare conceitos vizinhos em uma tabela. Não memorize apenas o nome; memorize o que diferencia um conceito do outro.
Aqui a banca espera que você acompanhe uma cadeia causal. Exemplo: suplementação crônica de zinco aumenta metalotioneína intestinal, reduz a disponibilidade de cobre, provoca deficiência de cobre e pode levar a anemia e manifestações neurológicas. Outro exemplo é a fermentação de carboidratos não absorvidos no intestino curto, com produção de D-lactato e manifestações neurológicas.
Treine sempre a sequência: alteração inicial → mecanismo → consequência laboratorial → manifestação clínica.
Esse é um dos modelos mais importantes. As alternativas podem apresentar várias condutas possíveis, mas a pergunta busca a mais indicada, a primeira escolha, a opção mais segura ou a intervenção compatível com aquele momento clínico.
A prova cobra doses, faixas de proteína, quilocalorias por quilo, percentuais de perda de peso, IMC, circunferência da panturrilha, força de preensão, sódio, ganho gestacional, tempo para início de nutrição e critérios laboratoriais.
O perigo é a alternativa estar conceitualmente correta, mas com o número alterado. Portanto, valores não podem ficar diluídos dentro de resumos longos. Eles precisam de um sistema de revisão próprio.
Bioimpedância, calorimetria indireta, equações preditivas, fórmula de Friedewald, volume residual gástrico e marcadores plasmáticos aparecem não apenas pelo que fazem, mas pelo que não conseguem fazer com segurança.
Em qual paciente este método perde precisão? Qual condição distorce o resultado? O que ele mede diretamente e o que ele apenas estima?
A banca gosta de alternativas com palavras fortes: “comprovado”, “indicado para todos”, “rotineiramente”, “protege”, “é superior” ou “estabelece causalidade”. Muitas vezes, o tema possui plausibilidade ou associação, mas não evidência suficiente para uma recomendação universal.
"Em prova, uma palavra absoluta pode transformar uma ideia plausível em uma alternativa errada."
Este bloco corresponde a aproximadamente 16,5% da prova e é dominado por microbiota, micronutrientes, alimentos funcionais e conceitos fundamentais. Aqui a banca alterna perguntas diretas com casos em que a deficiência nutricional precisa ser reconhecida por suas consequências clínicas.
| Questão | Tema | O que a banca exigiu |
|---|---|---|
| 1 | Microbiota e obesidade | Firmicutes/Bacteroidetes, LPS, ácidos graxos de cadeia curta e bariátrica |
| 2 | Zinco e cobre | Suplementação crônica de zinco levando à deficiência de cobre |
| 3 | Intestino curto | Fermentação de carboidratos e acidose D-lática |
| 4 | Esteatose hepática | Escolha de suplementação no perfil apresentado |
| 5 | Folato | Causas de deficiência e diferenciação em relação à B12 |
| 6 | Vitamina B12 | Populações de risco e medicamentos associados |
| 7 | Homocisteína | Relação com folato e risco vascular |
| 8 | Alimentos funcionais | Ingredientes aprovados ou não pela Anvisa |
| 9–10 | Antioxidantes | Exames, alimentos, suplementos e prevenção de câncer |
| 11 | Vitamina D | Marcador, toxicity, meia-vida, dose e via |
| 12 | Microbiota e músculo | Associação versus causalidade no envelhecimento |
| 13–16 | Conceitos básicos | Simbiótico, carboidratos, fibras e probióticos |
Não estude cada micronutriente como uma lista isolada de funções. Monte uma matriz comparativa. Para cada vitamina ou mineral, você deve saber função, local de absorção, cofatores, manifestações da deficiência, toxicidade, grupos de risco, medicamentos associados, marcador laboratorial e forma de reposição.
| Eixo | O que você precisa dominar |
|---|---|
| Função | Papel fisiológico e vias metabólicas principais |
| Absorção | Local, transportadores, fator intrínseco, acidez e interações |
| Deficiência | Alterações hematológicas, neurológicas, cutâneas e metabólicas |
| Excesso | Toxicidade, interações e manifestações clínicas |
| Grupos de risco | Dietas, cirurgias, doenças e medicamentos |
| Diagnóstico | Exame adequado e limitações do marcador |
| Tratamento | Via, dose, duração e monitoramento |
O erro mais frequente é reconhecer o nutriente, mas não diferenciar a causa da deficiência. Atrofia gástrica, por exemplo, conversa diretamente com deficiência de B12 por redução do fator intrínseco; isso não deve ser automaticamente transferido para folato. Da mesma forma, o uso crônico de zinco pode aparecer na história, mas o diagnóstico final pode ser deficiência de cobre, não intoxicação por zinco.
Este bloco corresponde a aproximadamente 22,7% da prova. Ele mostra que avaliação nutricional não é um conteúdo introdutório ou secundário: é um núcleo da especialidade. A banca cobra método, preparo, interpretação, ponto de corte, validade e limitação.
| Questões | Subbloco | Conteúdo predominante |
|---|---|---|
| 17–22 | Avaliação e marcadores | Creatinina urinária, proteínas plasmáticas, GLIM, sarcopenia, BIA, calorimetria e desnutrição |
| 23–26 | Conduta nutricional | Investigação antes de restrição, disfagia no AVC, equações e dieta hiperproteica/hipercalórica |
| 27–35 | Dietoterapia por doença | SII, low-FODMAP, fibromialgia, gota, esclerose múltipla, hipertensão, doença celíaca, quilotórax e demência |
| 36–38 | Cetogênica, jejum e autofagia | Indicações, segurança, limites da evidência e regulação metabólica |
Eu quero que você se acostume a perguntar: este resultado representa realmente o estado nutricional ou está sendo alterado pela inflamação, pela hidratação, pelo edema ou pela doença de base? Esse raciocínio é essencial em questões sobre albumina, bioimpedância, peso corporal e composição corporal.
Quanto mais grave e instável é o paciente, maior deve ser sua cautela ao interpretar um número isolado como se fosse uma medida pura do estado nutricional.
Este é o maior bloco da prova: 32 questões, aproximadamente 33%. É aqui que a prova mais se afasta da visão de Nutrologia restrita ao consultório de emagrecimento.
O candidato precisa saber transformar avaliação em prescrição. Não basta identificar que o paciente está desnutrido; é necessário decidir por qual via alimentar, quando iniciar, quanto oferecer, qual fórmula utilizar, como progredir e como monitorar complicações.
| Questões | Subbloco | Principais decisões |
|---|---|---|
| 39–47 | Organização, fórmulas e acessos | EMTN, fórmulas enterais, pancreatite, PICC, parenteral neonatal, gastrostomia, pré-operatório e complicações |
| 48–51 | Paciente crítico e realimentação | UTI, AVC, risco ASPEN, eletrólitos, tiamina e progressão da oferta |
| 52–57 | Oncologia | Suplemento oral, mucosite, caquexia, insuficiência pancreática, metas e casos complexos |
| 58–60 | Nefrologia | Diálise, sepse, nutrição parenteral intradialítica e restrições na DRC |
| 61–63 | Crítico, DPOC e fibrose cística | Estabilidade hemodinâmica, gasto energético, composição da dieta e vitaminas |
| 64–67 | Hepatologia | Sarcopenia, ascite, terapia nutricional, fibrose, proteína e jejum noturno |
| 68–70 | Intestino curto e DII | Adaptação intestinal, GLP-2, dietoterapia e escolha da fórmula |
A prova cobra risco, reconhecimento e prevenção. Você deve relacionar baixa ingestão prolongada, perda ponderal, baixo IMC e eletrólitos reduzidos com a possibilidade de queda de fósforo, potássio e magnésio após o início da oferta. Também precisa lembrar da tiamina e da progressão cautelosa do aporte energético.
Treine casos: paciente oncológico, pancreatite após jejum, alcoolismo, anorexia, pós-operatório e paciente idoso com ingestão mínima. A banca tende a esconder o risco dentro da história clínica.
As questões oncológicas misturam inflamação, anorexia, caquexia, sarcopenia, mucosite, insuficiência pancreática, suplemento oral, imunonutrição, terapia enteral, tratamento farmacológico e perioperatório. Isso exige integração de conhecimentos, não memorização fragmentada.
Um erro recorrente é escolher a terapia mais invasiva por parecer mais “forte”. A banca frequentemente valoriza o escalonamento proporcional: otimizar dieta, usar suplemento oral, avançar para enteral quando necessário e reservar a via parenteral para as indicações adequadas. Mais complexo não significa automaticamente mais correto.
Obesidade e cirurgia bariátrica correspondem a aproximadamente 9,3% da prova. É um bloco relevante, porém muito menor do que muitos candidatos imaginam.
| Questões | Eixo | O que precisa ser dominado |
|---|---|---|
| 71–72 | Estratégia alimentar e metas | Classificação de dietas, restrição calórica e benefícios de perdas modestas |
| 73–76 | Farmacoterapia | Dose, mecanismo, contraindicação, interação, idade e situação regulatória |
| 77–79 | Pós-bariátrica | Deficiências, dumping, hipoglicemia, ferro oral/endovenoso e cálculo de reposição |
| Campo | Pergunta que você deve responder |
|---|---|
| Mecanismo | Onde atua e qual comportamento fisiológico modifica |
| Titulação | Dose inicial, progressão e dose-alvo |
| Eficácia | Faixa média de perda de peso e critérios de resposta |
| Indicação | IMC, comorbidades e população |
| Contraindicação | Cardiovascular, psiquiátrica, gestação e outras |
| Efeitos adversos | Gastrointestinais, cardiovasculares, neurológicos e outros |
| Interações | Medicamentos e nutrientes que exigem cautela |
| Regulação | Idade, aprovação e disponibilidade no período considerado |
Questões regulatórias precisam ser atualizadas. A resposta histórica de 2022 pode não coincidir com a situação de uma prova futura. Portanto, registre em seu material duas colunas: “o que a banca considerou em 2022” e “qual é a recomendação ou aprovação atual”.
O bloco é pequeno, mas percorre uma sequência muito coerente: diagnóstico da anorexia nervosa, tratamento e reconhecimento de uma técnica comportamental. Para cada transtorno, compare critérios diagnósticos, peso corporal, presença de compulsão, purgação, distorção da imagem, riscos clínicos e tratamento de primeira linha.
O bloco combina diagnóstico, fisiopatologia, tratamento e cálculo. Você precisa dominar critérios de pré-diabetes e diabetes, interpretação de exames discordantes, perda de peso no diabetes tipo 1, remissão do diabetes tipo 2 e limitações da fórmula de Friedewald.
Não memorize apenas o valor de corte. Saiba o que fazer quando os exames não concordam e em quais condições o método de cálculo deixa de ser confiável.
Foram apenas duas questões, mas ambas exigem números: ganho de peso conforme IMC pré-gestacional, necessidades energéticas por trimestre, ferro e adaptações fisiológicas. É um bloco pequeno com potencial de acerto alto para quem possui uma tabela objetiva.
O bloco não se concentra em suplementos populares. Ele cobra bioenergética, glicogênio muscular, sistema ATP-fosfocreatina, baixa disponibilidade energética, exercício em fases da vida da mulher e fisiologia da altitude. Isso mostra que Nutrologia esportiva, para a banca, é fisiologia aplicada.
As duas questões trabalham ingestão proteica, antropometria e função. Novamente, números são centrais: proteína por quilo, IMC específico, panturrilha e força de preensão. O candidato precisa reconhecer que o problema principal do idoso pode ser sarcopenia e desnutrição mesmo quando outras medidas também apresentam risco.
Eu recomendo que você estude as armadilhas como uma disciplina própria. Muitos erros não acontecem por falta de conteúdo, mas porque a alternativa foi construída para explorar um tipo previsível de leitura superficial.
A alternativa pode estar quase toda correta, mas trocar pré-sináptico por pós-sináptico, proximal por distal, enteral por parenteral ou aumentar por reduzir.
A ideia geral está correta, mas a dose, o ponto de corte, o tempo ou o percentual foi alterado.
Ferro, B12, cálcio e outros nutrientes podem ser apresentados em segmentos intestinais trocados.
Adulto versus criança, diabético versus não diabético, gestante versus não gestante, paciente crítico versus estável.
Palavras como sempre, todos, obrigatoriamente, exclusivamente e comprovadamente exigem cautela.
Duas condições coexistem, mas a relação causal não está completamente estabelecida.
Uma intervenção experimental ou plausível não equivale a primeira linha ou rotina clínica.
BIA com hidratação alterada, Friedewald em contexto inadequado, sorologia após retirada do glúten ou albumina como marcador nutricional puro.
A banca oferece uma afirmação correta sobre um aspecto secundário para afastar você da principal decisão clínica.
Quando duas alternativas parecem corretas, pergunte qual delas é mais específica para o paciente, mais proporcional à gravidade e mais alinhada ao comando exato da questão.
Uma preparação eficiente separa os conteúdos por natureza. Não tente aprender tudo com a mesma ferramenta.
| Natureza do conhecimento | Exemplos na prova |
|---|---|
| Memorização | Doses, pontos de corte, faixas de proteína, critérios, locais de absorção, meia-vida, composição de fórmulas, idades e contraindicações |
| Compreensão | Acidose D-lática, interação zinco-cobre, quociente respiratório, realimentação, dumping, caquexia, adaptação intestinal e autofagia |
| Decisão clínica | Via de alimentação, momento de início, fórmula, dose, monitoramento, escalonamento e mudança de estratégia |
Questões 17 a 70. Esse conjunto representa aproximadamente 56% da prova. Domine GLIM, sarcopenia, antropometria, BIA, calorimetria, desnutrição, necessidades energéticas e proteicas, fórmulas, vias, acessos, complicações, síndrome de realimentação, paciente crítico, oncologia, nefrologia, hepatologia, pneumologia, DII e intestino curto.
Questões 1 a 16 e 71 a 87. Aqui entram micronutrientes, microbiota, mecanismos, farmacoterapia, pós-bariátrica, critérios glicêmicos e interpretação do perfil lipídico.
Gestação, esporte, idoso e transtornos alimentares ocupam menos espaço, mas não devem ser abandonados. Muitos itens são objetivos e podem virar pontos relativamente seguros com tabelas bem construídas.
| Área | Sugestão de distribuição do tempo |
|---|---|
| Terapia nutricional e Nutrologia hospitalar | 35% |
| Avaliação nutricional, gasto energético e dietoterapia | 25% |
| Nutrologia básica e micronutrientes | 15% |
| Obesidade e cirurgia bariátrica | 10% |
| Diabetes e dislipidemia | 5% |
| Gestação, esporte, idoso e transtornos alimentares | 10% |
Essa distribuição não precisa ser rígida. Ela deve ser ajustada ao seu diagnóstico individual. O candidato que trabalha em UTI pode precisar de menos tempo em suporte hospitalar e mais em obesidade pediátrica ou esporte; o candidato de consultório metabólico provavelmente precisará fazer o movimento inverso.
B12, folato, cobre, zinco, ferro, vitamina D, antioxidantes, interações, microbiota, probióticos, prebióticos e simbióticos.
Triagem, GLIM, sarcopenia, antropometria, força de preensão, panturrilha, BIA e marcadores laboratoriais.
Calorimetria, quociente respiratório, equações, desnutrição, SII, FODMAP, doença celíaca, hipertensão, gota, dieta cetogênica e jejum.
Via oral, suplemento, enteral, parenteral, acessos, sondas, gastrostomia, PICC e fórmulas.
Aspiração, diarreia, volume residual, síndrome de realimentação, sepse, choque, ventilação, pancreatite e AVC.
Caquexia, mucosite, perioperatório, imunonutrição, diálise, DRC, DPOC e fibrose cística.
Cirrose, encefalopatia, refeições tardias, fibrose, intestino curto, DII, adaptação intestinal e GLP-2.
Planos alimentares, metas, fármacos, doses, contraindicações, técnicas cirúrgicas, dumping, hipoglicemia e ferro.
Critérios glicêmicos, remissão, GLP-1/SGLT2, Friedewald, gestação, sistemas energéticos, RED-S, proteína e sarcopenia.
Provas completas, classificação dos erros, revisão dos números, repetição de questões erradas e treino de tempo.
Em cada semana, reserve um momento para teoria, um para questões e um para revisão dos erros. Não deixe as questões apenas para o final do cronograma.
Para cada questão, registre a alternativa escolhida e o seu nível de confiança. Uma escala simples funciona muito bem:
| Confiança | Significado |
|---|---|
| 0 | Chute ou ausência de conhecimento |
| 1 | Eliminei algumas alternativas, mas permaneço inseguro |
| 2 | Resposta provável, com justificativa parcial |
| 3 | Tenho segurança e consigo explicar por que as demais estão erradas |
Uma questão acertada com confiança zero não é um conteúdo dominado. Ela deve entrar no seu caderno de erros quase da mesma forma que uma questão errada.
| Campo | Como preencher |
|---|---|
| Questão | TEN 2022 — número da questão |
| Tema | Assunto central |
| Meu erro | O que eu pensei no momento da resolução |
| Conceito correto | A regra que eu deveria ter aplicado |
| Tipo de armadilha | Número, via, população, método, evidência etc. |
| Palavra-chave | O termo que mudou o sentido da alternativa |
| Revisão | D2, D7, D21 e antes do simulado |
O melhor flashcard nasce de uma dúvida real. Evite cartões gigantes. Transforme o erro em uma pergunta específica, que obrigue você a recuperar a informação sem pistas.
Frente: “O ferro é absorvido principalmente em qual segmento do intestino?”
Verso: “Predominantemente no duodeno e jejuno proximal; não no íleo terminal.”
Use cartões para dose, ponto de corte, faixa de proteína, IMC, circunferência, tempo de início e critérios laboratoriais. Quando houver números próximos, compare-os no mesmo cartão ou em uma tabela.
São ideais para B12 versus folato, via enteral versus parenteral, fórmula polimérica versus oligomérica, anorexia versus bulimia e diabetes tipo 1 versus tipo 2.
Exemplo: “Paciente desnutrido, trato gastrointestinal funcionante e ingestão oral insuficiente: qual sequência de escalonamento devo considerar?”. O verso deve trazer as etapas e os critérios para avançar.
Apresente uma frase errada e pergunte qual detalhe a invalida. Esse tipo de cartão é especialmente eficaz para prova de título porque simula a estrutura dos distratores.
| Área | Questões em um simulado de 100 itens |
|---|---|
| Nutrologia básica | 17 |
| Avaliação e dietoterapia | 23 |
| Terapia nutricional hospitalar | 33 |
| Obesidade e bariátrica | 9 |
| Transtornos alimentares | 3 |
| Diabetes e dislipidemia | 5 |
| Gestação | 2 |
| Esporte | 6 |
| Idoso | 2 |
| TOTAL | 100 |
Para reproduzir o perfil da prova, eu incluiria aproximadamente 40 casos clínicos, oito questões negativas, duas sequências de verdadeiro/falso e um conjunto relevante de questões numéricas.
Toda prova possui questões que diferenciam os melhores candidatos e questões que funcionam como pontos obrigatórios. Você precisa reconhecer as duas categorias.
Temas como homocisteína, definição de simbiótico, classificação de carboidratos, carnes ricas em purinas, diagnóstico de anorexia nervosa, automonitoramento, sistema ATP-fosfocreatina, RED-S e taxa de subida no mal de altitude são exemplos de conteúdos que devem se transformar em acertos seguros.
Não permita que um tema periférico e muito complexo consuma todo o seu tempo enquanto definições nucleares permanecem instáveis. Primeiro garanta os pontos obrigatórios; depois aumente o teto de desempenho.
As questões mais difíceis costumam combinar caso clínico, número, guideline, população específica e alternativa quase correta. Entre os temas que merecem revisão aprofundada estão acidose D-lática, vitamina D, GLIM, calorimetria, pancreatite crítica, síndrome de realimentação, terapia oncológica, diálise com sepse, choque em uso de vasopressor, cirrose, DII, farmacoterapia antiobesidade, deficiências pós-bypass, ferro endovenoso, remissão do diabetes, gestação e proteína no idoso.
Para esses temas, eu não recomendo apenas flashcards. Use fluxogramas, casos comentados e explicação oral. Você precisa treinar a decisão, não só a informação.
O material comentado é muito útil, mas precisa ser utilizado de forma crítica. Ao transformar a prova em apostila, aula ou flashcard, revise enunciado, gabarito e comentário. Em alguns pontos, há sinais de inconsistência editorial.
Na questão, a sequência indicada no gabarito e a explicação da primeira afirmação não parecem concordar entre si. Esse tipo de divergência deve ser checado na fonte original ou em guideline antes de ser incorporado ao material definitivo.
Há trechos em que alternativa e comentário parecem ter sido unidos, além de uma questão com apenas quatro alternativas. Isso pode decorrer da edição do documento, e não da prova original.
Medicamentos, idades de aprovação, disponibilidade no Brasil, nomenclaturas e recomendações de guidelines mudam. Sempre separe a resposta histórica da prova de 2022 da recomendação atual.
Quando uma conduta tiver mudado, apresente duas caixas: “Como foi cobrado em 2022” e “Como você deve estudar para a prova atual”. Isso preserva o valor histórico sem ensinar uma recomendação desatualizada.
A prova TEN 2022 avaliou uma Nutrologia ampla. Ela não se limitou a alimentos, emagrecimento ou prescrição de suplementos. Ela exigiu que o candidato soubesse reconhecer deficiências, interpretar métodos, diagnosticar desnutrição, prescrever terapia nutricional, manejar pacientes críticos, adaptar condutas a doenças específicas e atuar em diferentes fases da vida.
"Estude Nutrologia como uma especialidade médica completa — não apenas como extensão da endocrinologia da obesidade e não apenas como um conjunto de dietas."
Quando você entender essa lógica, a prova antiga deixa de ser apenas um registro do passado. Ela passa a funcionar como uma ferramenta para prever padrões, revelar lacunas e organizar sua preparação de maneira muito mais racional.
Meu objetivo é que, ao terminar este capítulo, você não pense apenas “sei quais temas caíram”. Quero que você consiga dizer: “entendo como a banca raciocina, sei onde estão minhas lacunas e tenho um plano concreto para corrigi-las”.
A aprovação não vem de assistir ao maior número possível de aulas. Ela vem da combinação entre conteúdo certo, revisão ativa, interpretação cuidadosa e treino repetido de decisão clínica. Use a prova de 2022 como um mapa — e transforme cada erro em uma vantagem para o próximo simulado.
Documento-base analisado: Prova TEN 2022 — edição comentada NutroSchool.
O material completo para este ano está sendo revisado e formatado pela equipe da Nutroschool. Volte em breve!
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