tratamento cirugico de Jose Enrique Valecillos Moreno
Infográfico: Cirurgia Bariátrica - Pontos-Chave para Provas

Guia Rápido de Cirurgia Bariátrica

Pontos-chave essenciais para a Prova de Título, atualizado com a Resolução CFM 2.429/2025.

⚖️

Indicações e Contraindicações (CFM 2025)

Indicações Gerais

  • IMC ≥ 40 kg/m², com ou sem comorbidades.
  • IMC ≥ 35 kg/m² na presença de comorbidades.
  • NOVO IMC 30 a 34,9 kg/m² na presença de comorbidades graves ex:
  • diabetes mellitus tipo 2.
  • doença cardiovascular grave com lesão em órgão alvo
  • >doença renal crônica precoce em pacientes com diabetes tipo 2
  • apneia do sono grave;
  • doença gordurosa hepática não alcoólica com fibrose
  • afecções com indicação de transplante; . refluxo gastroesofágico com indicação cirúrgica;.
  • osteoartrose grave
  • NOVO Falha do tratamento clínico, definida por avaliação consensual da equipe multidisciplinar (não há mais o critério de tempo de 2 anos).

Principais Contraindicações

  • Transtorno psiquiátrico grave e não controlado (ex: psicose, risco de suicídio).
  • Dependência química de álcool e/ou drogas ilícitas, ativa e sem tratamento.
  • Gestação em curso.
  • Doença terminal ou condição clínica que eleve o risco cirúrgico a um nível proibitivo.
  • Incapacidade manifesta de compreender e aderir às mudanças de estilo de vida e ao acompanhamento multidisciplinar.

Nota: Deficiência cognitiva não é uma contraindicação absoluta, mas exige avaliação cuidadosa da equipe.

Critérios por Idade (Atualização CFM 2025)

Adolescentes (16 a 18 anos)

Podem operar seguindo os mesmos critérios dos adultos, com avaliação de equipe multidisciplinar e consentimento dos responsáveis.

Adolescentes (14 a 16 anos)

Permitido em casos excepcionais: IMC > 40 kg/m² e comorbidades com risco de vida. Exige avaliação rigorosa da maturidade e consentimento.

Idosos

Não há mais limite de idade superior. A indicação depende da avaliação individual de risco-benefício e da condição clínica do paciente.

✂️

Técnicas Cirúrgicas e Endoscópicas (CFM 2025)

✅ Cirurgias Primárias Altamente Recomendadas

Procedimentos com maior embasamento científico, segurança e eficácia comprovadas em longo prazo.

  • Bypass Gástrico em Y de Roux
  • Gastrectomia Vertical (Sleeve)

🔄 Cirurgias Alternativas (Principalmente Revisionais)

Consideradas em situações específicas ou para revisão de cirurgias primárias, com consentimento informado do paciente sobre menor volume de evidências a longo prazo.

  • Duodenal Switch com Gastrectomia Vertical
  • Bypass Gástrico com Anastomose Única
  • Gastrectomia Vertical com Anastomose Duodeno-ileal
  • Gastrectomia Vertical com Bipartição do Trânsito Intestinal

❌ Cirurgias Não Recomendadas

Procedimentos não autorizados pelo CFM devido a resultados insatisfatórios e/ou altas taxas de complicações graves.

  • Banda Gástrica Ajustável
  • Cirurgia de Scopinaro

🔬 Procedimentos Endoscópicos Reconhecidos

Opções menos invasivas para tratamento da obesidade.

  • Balão Intragástrico
  • Gastroplastia Endoscópica (Plicatura Gástrica)
⚠️

Complicações Pós-Operatórias

Agudas (< 30 dias)

  • Fístula de Anastomose: Sinal de alerta mais comum é taquicardia persistente e inexplicada.
  • Tromboembolismo Pulmonar (TEP): Alto risco de mortalidade.

Crônicas / Tardias

Síndrome de Dumping

Precoce (15-30 min): Carga osmótica no intestino. Causa taquicardia, sudorese, hipotensão, diarreia.

Tardia (1-3 h): Hipoglicemia reativa (pico de GLP-1/insulina). Causa fraqueza, tremores, confusão, síncope.

Tratamento: 1º Dieta (evitar açúcar); 2º Acarbose; 3º Octreotida.

  • Colelitíase (Pedra na Vesícula): Comum pela perda de peso rápida.
  • Nefrolitíase (Pedra nos Rins): Risco de cálculos de oxalato de cálcio por hiperoxalúria entérica.
💊

Deficiências Nutricionais e Suplementação

Nutriente Clínica Pontos-Chave para a Prova
Ferro Anemia microcítica, fadiga Absorvido no duodeno. Repor IV se Hb < 10. Meta: Ferritina > 50.
Cálcio & Vit. D Osteoporose, PTH elevado Reposição preferencial com Citrato de Cálcio (não precisa de ácido).
Vitamina B12 Anemia megaloblástica, neuropatia Deficiência por falta de fator intrínseco. Reposição IM é mais garantida.
Tiamina (B1) Encefalopatia de Wernicke Baixo estoque corporal. Urgência em pacientes com vômitos.
Cobre Anemia + Neutropenia + Mielopatia Suspeitar quando Ferro, B12 e folato estão normais.
Proteínas Sarcopenia Meta de 1.2-1.5 g/kg. Focar em fontes ricas em leucina.

Infográfico criado para a NutroSchool. Conteúdo para fins educacionais.

Painel Interativo: Comparativo de Tratamentos para Obesidade

Comparador Interativo de Tratamentos para Obesidade

Explore e compare a eficácia, os mecanismos e as considerações dos principais tratamentos para perda de peso. Clique em uma barra no gráfico para ver os detalhes.

Selecione um tratamento no gráfico acima para visualizar seus detalhes.

Hierarquia de Eficácia

Existe uma clara progressão na potência dos tratamentos. A escolha deve ser baseada no perfil completo do paciente: IMC, comorbidades, saúde mental, capacidade de adesão e expectativas.

Ferramentas, Não Soluções Mágicas

Nenhum tratamento funciona isoladamente. Todos, sem exceção, são ferramentas que potencializam os resultados de uma base sólida de reeducação alimentar, atividade física e acompanhamento multidisciplinar.

Individualização é a Chave

Um paciente com compulsão alimentar pode se beneficiar mais do Contrave, enquanto um com Diabetes Tipo 2 e obesidade grave teria na Tirzepatida ou no Bypass Gástrico as opções mais eficazes. Para perdas de peso mais modestas ou como ponte para a cirurgia, o balão pode ser uma alternativa.

Banco de Questões - Pós-Cirurgia Bariátrica

Banco de Questões: Pós-Cirurgia Bariátrica

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Prova 2023

77. Mulher de 36 anos comparece para consulta de rotina após 2 meses de pós-operatório de cirurgia bariátrica. A técnica empregada para cirurgia foi derivação gástrica em Y de Roux. Sobre a avaliação de micronutrientes dessa paciente, é correto afirmar que a deficiência de:

A. vitamina D é definida valores séricos de 25OH vitamina D menores que 30 ng/dL. Cálcio e fósforo séricos elevados e PTH reduzido corroboram o diagnóstico.

B. vitamina K é incomum após a cirurgia bariátrica, devendo ser pesquisada se manifestações sugestivas como sangramentos e hematomas.

C. cálcio deve ser prevenida por meio da reposição preferencial do carbonato de cálcio devido sua melhor absorção na ausência de ácido gástrico.

D. ferro pode acontecer na derivação gástrica em Y de Roux devido ao desvio de trânsito pois o ferro é absorvido no íleo terminal.

E. tiamina pode se manifestar como o beribéri ou encefalopatia de Wernicke, porém sua ocorrência rara devido à alta capacidade de estoque deste elemento no corpo humano.

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Resposta certa: B

A deficiência de vitamina K é incomum após a cirurgia bariátrica, devendo ser pesquisada se manifestações sugestivas como sangramentos e hematomas.

Análise das outras alternativas:

  • A: A deficiência de vitamina D é realmente definida por valores séricos de 25OH vitamina D menores que 30 ng/dL. No entanto, a descrição dos níveis de cálcio, fósforo e PTH está incorreta. Na deficiência de vitamina D, espera-se cálcio e fósforo baixos e PTH elevado.
  • C: O carbonato de cálcio não é a melhor escolha para pacientes pós-cirurgia bariátrica porque sua absorção requer um ambiente ácido, que é reduzido após a cirurgia. O citrato de cálcio é preferido por sua melhor absorção em condições de baixa acidez gástrica.
  • D: A absorção de ferro ocorre principalmente no duodeno e jejuno proximal, não no íleo terminal. O desvio de trânsito na derivação em Y de Roux pode realmente contribuir para a deficiência de ferro devido à redução dessa área de absorção.
  • E: A tiamina (vitamina B1) tem uma capacidade de armazenamento limitada no corpo e sua deficiência pode ocorrer rapidamente após a cirurgia bariátrica, levando a condições como beribéri ou encefalopatia de Wernicke.

79. Paciente feminina, de 48 anos, procura consultório de Nutrologia para seguimento de cirurgia bariátrica. Realizou gastrectomia parcial com anastomose em Y de Roux há 5 anos apresentando perda ponderal de 32% do seu excesso de peso, fazendo uso rotineiro de polivitamínico, ferro oral 200 mg/dia e vitamina B12 IM 5.000 Ul a cada 6 meses. No momento queixa-se apenas de fadiga aos moderados esforços. Nega perda ponderal recente, sangramentos, alterações do hábito ou características evacuatórias, assim como alterações do fluxo menstrual. Nega doenças ou alterações laboratoriais prévias à cirurgia. Exame físico sem alterações: Peso: 62 kg; Estatura: 1,54 m. Traz consigo resultados de alguns exames:
Hb: 8,3 g/dl, Ht: 29%, Leucócitos: 5.130, Pqt.: 390.000/mcL, VCM: 77,5 fL, HCM: 24,1 pg, RDW: 16,8%, Vitamina B12: 328 pg/mL, Ácido fólico: 7,2 ng/mL, Ferritina: 12 ng/dL.

Como deve ser feito o tratamento da paciente?

A. Associação de vitamina C e otimização da dose de ferro oral para 500 mg/dia.

B. Otimizar dose de Vitamina B12 para 5.000 UI/semana por 3 semanas.

C. Associar ácido folínico 15 mg/dia.

D. Prescrever sacarato de hidróxido férrico 200 mg endovenoso a cada 2 dias por 6 sessões (dose total: 1200 mg).

E. Prescrever carboximaltose férrica 500 mg endovenoso em dose única (dose total: 500 mg).

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Resposta certa: D

A paciente apresenta anemia por deficiência de ferro, como indicado pelos baixos níveis de hemoglobina (Hb: 8,3 g/dl), hematócrito (Ht: 29%), volume corpuscular médio (VCM: 77,5 fL) e ferritina (12 ng/dL). Apesar do uso de ferro oral (200 mg/dia), a anemia persiste, indicando má absorção ou dose insuficiente. A hemoglobina abaixo de 10 g/dL é um critério para reposição de ferro endovenoso (EV). A prescrição de sacarato de hidróxido férrico 200 mg EV a cada 2 dias por 6 sessões (dose total: 1200 mg) é uma opção de tratamento adequada e eficaz para corrigir a anemia mais rapidamente.

Análise das outras alternativas:

  • A: A associação de vitamina C e a otimização da dose de ferro oral podem não ser suficientes para tratar a anemia já estabelecida, especialmente com Hb < 10 g/dL.
  • B: Otimizar a dose de vitamina B12 não aborda a causa principal da anemia, que é a deficiência de ferro.
  • C: Associar ácido folínico não é necessário, pois os níveis de ácido fólico da paciente estão normais (7,2 ng/mL).
  • E: A carboximaltose férrica é outra opção EV, mas a dose única de 500 mg pode não ser suficiente para tratar a anemia severa da paciente.

83. Estudos que avaliam a prevalência de deficiências de nutrientes em pacientes obesos no pré-operatório de cirurgia bariátrica podem apresentar diferenças entre valores, porém dos mais prevalentes para os menos prevalentes, podemos citar:

A) vitamina B12, cálcio, ferro e ácido fólico.

B) vitamina D, vitamina B12, cálcio e ácido fólico.

C) vitamina D, ácido fólico, ferro e vitamina B12.

D) vitamina B12, ácido fólico, ferro e vitamina D.

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Resposta certa: C

Justificativa da Prevalência:

  • Vitamina D: É consistentemente a deficiência mais comum em pacientes obesos, devido ao sequestro da vitamina no tecido adiposo e, frequentemente, menor exposição solar.
  • Ácido Fólico e Ferro: As deficiências de ferro e ácido fólico também são muito prevalentes, muitas vezes ligadas a uma dieta de baixa qualidade nutricional e, no caso do ferro, perdas menstruais em mulheres. A ordem entre eles pode variar entre estudos, mas ambos são mais comuns que a deficiência de B12 no pré-operatório.
  • Vitamina B12: Embora seja uma deficiência importante, especialmente no pós-operatório, sua prevalência no pré-operatório tende a ser menor em comparação com vitamina D, ferro e ácido fólico.

Prova 2022

68. Paciente, 47 anos, submetido a bypass gástrico em Y de Roux há 3 anos. Chega ao ambulatório de Nutrologia com queixa de adinamia e parestesia de membros inferiores. Estava em uso de suplemento polivitamínico, ácido fólico via oral e cianocobalamina intramuscular. Realizou exames de rotina em março de 2021, os quais evidenciaram anemia grave e neutropenia (Hemoglobina: 7,4 g/dL; VCM: 19fL; CHCM: 29; RDW: 15%; Leucócitos: 1500/mm³; Neutrófilos: 244.000/mm³), ferritina 156 ng/mL, índice de saturação da transferrina de 25%, dosagem de vitamina B12 de 325 pg/mL e ácido fólico de 9,3ng/mL. Segundo o caso clínico descrito acima, suspeita-se de deficiência de qual nutriente e qual é o exame padrão ouro para o diagnóstico, respectivamente?

A) Zinco. Dosagem de zinco eritrocitário

B) Zinco. Dosagem de zinco urinário

C) Cobre. Dosagem de ceruloplasmina plasmática

D) Cobre. Punção de medula óssea

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Resposta certa: D

Suspeita: Cobre. Padrão Ouro: Punção de medula óssea.

Justificativa:

O paciente apresenta um quadro clínico (adinamia, parestesia) e laboratorial (anemia grave, neutropenia) altamente sugestivo de deficiência de cobre. Isso ocorre porque o bypass gástrico pode levar à má absorção de cobre. As deficiências de ferro, B12 e folato foram descartadas pelos exames normais.

  • Sintomas Neurológicos e Hematológicos: A combinação de sintomas neurológicos (parestesia) e alterações hematológicas (anemia e neutropenia) é clássica da deficiência de cobre.
  • Diagnóstico: A dosagem de cobre sérico e ceruloplasmina (opção C) pode sugerir a deficiência, mas não é o padrão-ouro. A punção de medula óssea é o padrão-ouro porque pode revelar anemia sideroblástica (sideroblastos em anel) e alterações na maturação das células, que são características da deficiência de cobre e ajudam a excluir outras causas hematológicas.
  • Zinco: A deficiência de zinco (opções A e B) geralmente não causa o quadro hematológico e neurológico descrito com essa severidade.

73. Paciente masculino de 48 anos, submetido a cirurgia bariátrica, técnica de gastroplastia vertical, há 3 anos, chega ao consultório com queixa de sudorese, taquicardia, sono, fraqueza e fadiga após aproximadamente 2 horas das principais refeições, principalmente após ingerir refrigerantes ou sorvetes. Relata ainda que voltou a ingerir esses alimentos há 2 meses e começou então a apresentar os sintomas, com piora na última semana, quando chegou a apresentar uma síncope. Fez seguimento apenas no primeiro ano pós-cirurgia.

Baseado nas definições e condutas publicadas no Consenso Internacional sobre diagnóstico e manejo da Síndrome de Dumping, assinale a alternativa CORRETA:

A) Pacientes submetidos à técnica cirúrgica bariátrica gastroplastia vertical não apresentam dumping, portanto outro diagnóstico deverá ser pesquisado.

B) O aumento do GLP-1 (Glucagon-like peptide-1) após a cirurgia bariátrica não altera os sintomas de neuroglicopenia da síndrome de dumping e também não ocorre na técnica gastroplastia vertical.

C) O uso de análogos de somatostatina associado ou não ao uso de acarbose pode ser utilizado, se paciente mantiver sintomas após alterações dietéticas.

D) A orientação dietética com redução de carboidratos de absorção lenta e redução de fibras associada ao uso de acarbose deve ser a primeira opção para o caso, após ter sido descartado insulinoma.

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Resposta certa: C

O quadro clínico do paciente é característico de Síndrome de Dumping tardia (hipoglicemia pós-prandial), que ocorre 1-3 horas após a refeição. O tratamento segue uma abordagem escalonada.

Análise das alternativas:

  • A: Incorreta. A gastroplastia vertical (Sleeve) pode, sim, causar Síndrome de Dumping, embora seja mais comum no bypass gástrico.
  • B: Incorreta. O aumento do GLP-1 é um mecanismo central na fisiopatologia da hipoglicemia pós-bariátrica (Dumping tardio).
  • C: Correta. O manejo inicial da Síndrome de Dumping é sempre dietético (evitar carboidratos simples, fracionar refeições). Se as mudanças na dieta falharem, o tratamento farmacológico de segunda linha inclui acarbose (retarda a absorção de carboidratos) e análogos da somatostatina (reduzem a secreção de insulina e GLP-1).
  • D: Incorreta. A orientação dietética deve ser a redução de carboidratos de absorção RÁPIDA (açúcares), e não lenta. Além disso, o uso de acarbose é uma segunda linha de tratamento, não a primeira.

Prova 2024

21. Analise as afirmativas abaixo sobre as fases da dieta após a cirurgia bariátrica, técnica do Bypass gástrico com reconstrução em Y de Roux e assinale a alternativa CORRETA:

I. Na primeira fase, que compreende as duas primeiras semanas após a cirurgia, a dieta deve ser líquida e fracionada em pequenos volumes, com o objetivo principal de adaptação aos pequenos volumes e hidratação, sendo contraindicado o repouso gástrico.

II. Na segunda fase, a dieta evolui para uma consistência de alimentos bem cozidos e batidos, priorizando fontes de proteínas, cálcio e vitaminas. Nesta fase, já é permitida a introdução de alimentos sólidos, desde que bem mastigados.

III. A terceira fase caracteriza-se pela transição para uma dieta de consistência normal, sendo necessária a suplementação de micronutrientes devido à dificuldade de suprir as necessidades nutricionais apenas com a alimentação.

IV. Após 45 dias da cirurgia, o paciente já pode retornar à sua alimentação habitual, sem necessidade de seguir as recomendações específicas da dieta pós-operatória, uma vez que já houve adaptação completa do trato gastrointestinal.

a) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.

b) Apenas as afirmativas II e III estão corretas.

c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.

d) Todas as afirmativas estão corretas.

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Resposta certa: B

Análise das afirmativas:

  • I (Incorreta): A primeira parte está correta (dieta líquida, fracionada), mas o conceito de "repouso gástrico" é justamente um dos objetivos, e não algo contraindicado. A dieta líquida visa minimizar o trabalho do estômago recém-operado.
  • II (Correta): Descreve bem a segunda fase (dieta pastosa/branda), com a priorização de nutrientes essenciais. A menção a "alimentos sólidos bem mastigados" pode ser um pouco precoce, mas a essência da transição para alimentos mais consistentes está correta.
  • III (Correta): Esta afirmativa é precisa. Com a evolução da dieta, a suplementação de micronutrientes torna-se crucial e obrigatória, pois a ingestão alimentar sozinha é insuficiente para atender às necessidades, devido à restrição e má absorção.
  • IV (Incorreta): Esta é fundamentalmente errada. A adaptação não está completa em 45 dias, e o paciente NUNCA retorna à "alimentação habitual". As recomendações dietéticas e a suplementação são para a vida toda.

Portanto, as únicas afirmativas corretas são a II e a III.

66. Em relação à oferta proteica e de micronutrientes após a cirurgia bariátrica, assinale a alternativa CORRETA:

a) A oferta proteica deve ser 0,8 a 1 grama de proteína por Kg/dia até o terceiro mês do pós operatório, para evitar sobrecarga renal, e a suplementação de micronutrientes não é necessária nesse período, pois a dieta deve ser suficiente para suprir as necessidades nutricionais.

b) A oferta proteica deve ser de no mínimo 1,2 g/Kg/dia a 1,5 g/Kg/dia, na fase de perda ponderal e a suplementação de micronutrientes deve ser realizada nesta fase, especialmente de vitamina B12, ferro, cálcio e vitamina D.

c) A oferta proteica deve ser de no máximo 50 g/dia e a suplementação de micronutrientes só é necessária após os primeiros 3 meses da cirurgia.

d) A oferta proteica deve ser de no mínimo 90 g/dia e a suplementação de micronutrientes só é necessária em casos de deficiências comprovadas por exames laboratoriais.

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Resposta certa: B

Análise das alternativas:

  • A (Incorreta): A oferta proteica recomendada é maior (pelo menos 60g/dia e idealmente 1.2-1.5 g/kg) para prevenir a perda de massa magra. A suplementação é obrigatória desde o início.
  • B (Correta): Esta alternativa reflete as diretrizes atuais. Uma alta oferta de proteína é essencial para preservar a massa muscular durante a rápida perda de peso. A suplementação de micronutrientes chave (B12, ferro, cálcio, vit D) é fundamental desde o período pós-operatório inicial devido à má absorção e restrição alimentar.
  • C (Incorreta): 50 g/dia é uma quantidade insuficiente de proteína. A suplementação é necessária desde o início, não após 3 meses.
  • D (Incorreta): A meta de 90 g/dia pode ser adequada para muitos, mas a recomendação é baseada no peso. Mais importante, a suplementação de micronutrientes deve ser profilática (para prevenir deficiências), e não apenas terapêutica (após a deficiência ser comprovada).
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